Inflação do aluguel diminui

IGP-M caiu 1,10% em abril, depois de ficar estável em março (0,01%)

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Prédios da cidade de São Paulo. foto Cecília Bastos/Usp Imagens

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como “inflação do aluguel”, porque é usado para reajustar a maioria dos contratos de locação de imóveis, caiu 1,10% em abril depois de ficar estável em março (0,01%). O levantamento – feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) – foi calculado com base na variação de preços constatados entre 21 de março e 20 de abril. Os dados foram divulgados no último dia 27.

De acordo com o professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Faculdade Capivari (FUCAP), Eduardo Velho, nos últimos três anos, houve uma queda forte da renda real da população devido à recessão econômica, o que afetou também os reajustes de aluguéis.

“O aumento do desemprego combinado com a queda da renda, justamente, (por causa) da perda do emprego fez com que as renegociações de aluguéis fossem para baixo, ou seja, os reajustes foram bem mais moderados ou até abaixo da inflação, que estava protelando até 2013”, avalia o professor de economia.

Apesar de a situação ser interessante para o consumidor, no ponto de vista da questão orçamentária familiar, segundo Velho, na ótica econômica isso mostra que “a economia está numa retomada bem lenta ainda”.

Entre os três componentes do IGP-M o que mais influenciou a queda foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que passou de variação negativa de -0,17%, em março, para -1,77%, em abril. Já no acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, o IGP-M ficou negativo, -0,36%. Em 12 meses, o índice registrou alta de 3,37%.

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